Programa

 

Dia 29

08.00h - Recepção dos participantes
09.30h - Sessão Inaugural
“Árvore das Artes e das Culturas”
09.45h - Sessão Oficial de Abertura - Sala Suggia
Sua Excelência A Ministra da Educação
Sua Excelência A Ministra da Cultura
Presidente da Comissão Nacional da UNESCO
Presidente da Fundação Casa da Música
Comissário da Conferência Nacional de Educação Artística
10.45h - Entrega da Medalha de Mérito Cultural
11.00h - Performance Balleteatro Música Gigafone
11.30h - Pausa para café
11.45h - Conferência de Abertura por Anne Bamford - PORTUGUÊS - INGLÊS
Building participation and relevance in arts and cultural education
12.30h - Pausa para almoço


1ª Sessão
14:00h - Sessão Plenária - Sala Suggia
A Educação Artística em Portugal

Qual o papel da Educação Artística no actual contexto da sociedade portuguesa? Quais as contribuições que uma educação artística de qualidade deve trazer ao desenvolvimento económico e social? Educação Artística com um papel instrumental, ou literacia artística enquanto objectivo? Qual o papel da Escola, dos equipamentos culturais e outros contextos extra-escolares neste processo?

Presidente: Maria Emília Brederode Santos
Convidados: Guilherme de Oliveira Martins
Álvaro Laborinho Lúcio
João Teixeira Lopes
Maria João Brilhante
Joaquim Luís Coimbra (Comentador)


2ª Sessão
15:30h - Sessão Plenária - Sala Suggia
Educação Artística: Conceitos e Terminologias

É necessário repensar o conceito de Educação Artística, quer à luz da prática e legislação portuguesas, quer à luz das práticas internacionais. Quais os âmbitos de aplicação do conceito? Dirigida a que grupos etários? Que tipologias de Educação Artística? Que terminologias deverão ser adoptadas e estabilizadas nas práticas e nos documentos em Portugal?

Presidente: Paula Morão
Convidados: António Pedro Pitta
Eugénia Vasques
Rui Vieira Nery
Domingos Fernandes
Joaquim Azevedo (Comentador)

17:00h - Pausa para café


17.30h - Painéis e Mesas Redondas

Sala Suggia - Painel 1
Educação Artística, Inovação e Criatividade

Moderadora: Natália Pais

Comunicações
António Rocha; João Pedro Reigado; Helena Rodrigues
- Projectos de orientação musical para bebés: uma nova perspectiva de vivência musical
Susana Távora de Almeida; Rosa Maria Oliveira; Nilza Costa
- O Graffiti numa perspectiva de Educação Artística – uma experiência de aprendizagem desenvolvida na organização escolar
Isabel Carvalho
- Movimento Português de Intervenção Artística e Educação pela Arte - Na Rota da Educação Artística
Margarida Maria de Jesus Simões Pandeirada
- As Expressões Artísticas Contextualizadas e a sua Importância no Espaço Aula
Adriana de Faria Gehres; Cláudia Castanheira Fernandes; Sara Filipa Machado de Magalhães Pacheco; Suzi Campos Maurício
- O Ensino da Dança na Contemporaneidade numa Perspectiva Inclusiva: O uso do Corpo como Substituto Simbólico

Sala 2 - Painel 2
Educação Artística, Educação Cultural, Ensino Artístico

Moderador: Orlando Farinha

Comunicações
Tiago Cutileiro
- Princípios e Valores a Promover pelo Ensino Artístico Especializado
da Música
Isabel Branco
- Da Visão Romântica à Visão Construtivista da Educação Artística
Leonardo Charréu
- Que Tipo de Ensino Artístico em Artes Visuais para Fazer Face às Novas Concepções de Arte, Cultura e Apreciação Estética
Mário Gandra
- A Educação Artística em Portugal – Qual o seu Papel no Actual Contexto da Sociedade Portuguesa
Ana Macara e Ana Paula Batalha
- O Ensino da Dança na Escola: Alguns Porquês sobre a sua Necessidade
Carlos Gonçalves
- Gabinete Coordenador de Educação Artística da Madeira (1980-2007): 10 Impactos de uma Institução Artística com 27 anos de História.

 

Sala de Ensaio 2 - Painel 3
Educação Artística/ Educação Estética

Moderador: Gonçalo Couceiro

Comunicações:
Alice Valente Alves
- Para que Serve a Educação Artística?
Yolanda Espiña
- A Educação Artística como Arte de Educar os Sentidos
Manuel Guerra
- Expressão Dramática: Clarificar Conceitos e Suas Consequências
Rui Penha Pereira
- Bem Estar e Educação Pela Arte
Hélia Saraiva
- Intersecções entre Educação Artística e Espaço Social Urbano
José Viegas Gonçalves
- Academia de Música de Lagos – Presente e Futuro

 

Sala de Ensaio 1 - Painel 4
Educação Artística e Públicos-Alvo

Moderador: Maria Carlos Loureiro

Comunicações:
Mafalda Teixeira
- Projecto Municipal de Educação Pela Arte
Igor Gandra
- Desmontagem e o Teatro de Ferro
Cristina Chafirovitch
- Emergência de Estratégias em Teatro Social : A Experiência da 3 em Pipa no Conselho de Odemira
Manuela Richter
- Teatro Criativo Intergeracional da Universidade Sénior de Almada
Isabel Bezelga
- A Dinâmica entre o Local e o Global, entre o Tradicional e o Contemporâneo: Um Contributo para a Educação Artística
Maria Dalila Baião
- Educar pela Arte numa Pedagogia Interdisciplinar, num Processo de Inclusão

 

Mesa Redonda
Foyer Nascente - Mesa Redonda 1
Educação Artística, Diversidade e Globalização
Presidente: José Luís Ferreira

Participantes: Hugo Miguel Cruz; Maria de São José Côrte-Real; Isabel Paes; Pedro Saragoça Martins; Eduardo Correia

Terraço Vip - Mesa Redonda 2
Educação Artística e Educação Especial
Presidente: Filomena Pereira

Participantes: Francisco Brás; Ana Clément; Manuela Maciel; Lara Peralta; Sara Espírito Santo

Sala Cybermusica - Mesa Redonda 3
Educação Artística e Cidadania
Presidente: Carlos Fragateiro

Participantes: Teresa Maia; Isabel Menezes; Luisa Arsénio Nunes; Filipa Francisco; Ângela Portugal

Sala de Ensaio 10 - Mesa Redonda 4
Educação Artística: Impactos e Perspectivas
Presidente: Fernanda Maio

Participantes: Elvira Leite; Pedro Silva; Elizabete Oliveira; Amílcar Martins; Carlos Martins

18.30h - Workshops

 

Workshops

SALA ENSAIO 1 Atelier Balleteatrinho

SALA ENSAIO 2 URBAN DRUMS-Projecto MUS-E Artistas

Escola SALA ENSAIO 3 Sapatos

SALA ENSAIO 10 RE(LER) o Currículo

TERRAÇO VIP ART e Face-Escola Móvel

CASA DA MÚSICA Objectos Sonoros Partilhados

ESPAÇO DIGITÓPIA DIGITÓPIA

 

21.30h - Concerto pela Orquestra Sinfónica APROARTE

Posters - Sala Laranja Vídeos -Sala Roxa Exposição: Artista e Pedagogo - Sala Renascença

 

 

Dia 30

3ª Sessão
09:00h - Sessão Plenária - Sala Suggia
Educação Artística: Redes e Parcerias

Uma Educação Artística abrangente e universal deve apoiar-se numa rede constituída por um amplo conjunto de parceiros, territorialmente dispersos e disciplinarmente diversos. Que metodologias – formais e informais - para a construção desta rede? Que parceiros? Que participação do Estado e dos privados? Que recomendações neste domínio poderá a CNEA remeter aos órgãos do Estado?

Presidente: Teresa Torres Eça
Convidados: Clara Camacho
Andreia Galvão
Luís Capucha
José Alexandre Reis
Lucília Valente (Comentadora)

11.00h - Painéis e Mesas Redondas

 

Sala Suggia - Painel 1
Parcerias na Escola: Relatos de Experiências


Moderador: Isabel Bezelga


Comunicações
Manuela Rezende
- Porto de Crianças
Tiago Pereira
- Do MUS-E ao MUSEpe: 9 Anos de Intervenção na E.B. da Cruz da Picada de Évora
Pedro Félix
- O Cinema como Opção de Ensino Artístico no 3º Ciclo
Ana Lúcia Correia
- A Utilização do programa Juventude – Cinema - Escola na Área de Projecto
Carla Santos Ribeiro
- Poemas Animados no Animatrope
Graça Passos
- O Fantástico na Escola
Georgina Campos
- Por uma Escola Presente
Helena Tapadinhas
- Programa Regional de Educação Ambiental pela Arte – a Dramatização em Educação Ambiental
Regina Guimarães
- Os Filhos de Lumiére/O sabor do Cinema

 

Sala de Ensaio 2 - Painel 2
Equipamentos Culturais e Formação de Novos Públicos


Moderador: Maria Cabral Pacheco de Miranda

Comunicações:
Isabel Andrade
- Porto e Departamento Municipal de Museus e Património Cultural
Carla Correia
- Associação de Ludotecas do Porto
Aldara Bizarro
- A Jangada de Pedra
Maria de Lourdes Riobom
- Reflexões sobre a Importância do Contributo dos Museus para uma Educação Artística
Marcela Costa
- Contributo do Teatro para a Função Educativa do Museu – uma Abordagem

Sala de Ensaio 1 - Painel 3
Redes Educativo-Culturais, Empreendedorismo e Mecenato


Moderador: Elisa Babo

Comunicações:
Gonçalo Cardoso
- O Museu de Arte Sacra e Etnologia e a Diversidade de Culturas: Experiências de um Museu Missionário
Jorge Cerveira Pinto
- Parcerias
Helena de Brito Palma
- Sons na Tela
Tânia Pereira
- Associação de Comédias do Minho - APROXIMARTE
Raquel Ribeiro dos Santos
- A Construção da Rede Nacional de Serviços

Sala 2 - Painel 4
Sinergias para Uma Educação Artística de Qualidade
Moderador: Paulo Rodrigues

Comunicações:
Jaime Reis
- Música Electroacústica em Portugal – o Caso Particular do Festival Dias de Música Electroacústica
Graça Lobo
- Por Dentro do Filme – o Cinema na sala de Aula – Juventude/ Cinema/Escola
Teresa Côrte-Real
- Ensino Artístico da Escola Secundária de Paços de Ferreira no Estabelecimento Prisional
Sandra Silva
- Uma Abordagem à Experimentação e à Criatividade pelo Serviço Educativo do Museu Nacional de Etnologia
Ana Paula Proença e Lucília Valente
- Mediação Cultural Entre Escolas e Museus
Constantino Teixeira
- EDUC’ARTE – Um Programa de Educação pela Arte
Ana Galvão Lucas
- De que Forma o Acto Pedagógico se Constituiu como Experiência Significativa em Educação Artística?
António Ângelo de Vasconcelos
- Políticas Públicas e Educação Artística


Mesa Redondas
Terraço Vip - Mesa Redonda 1
Parcerias Activas: Criatividade e Empreendedorismo
Presidente: José Nascimento

Participantes: Catarina Molder; Filipa Hora; Ana Flores, Fernando Rocha; Marcelo Gouveia

Foyer Nascente - Mesa Redonda 2
Apresentação e Avaliação de Projectos
Presidente: Kelly Basílio

Participantes: Oliveira das Neves; Daniela Mourão; Rui Trindade; Vanda Lourenço; Margarida Afonso; Suzana Branco

Sala de Ensaio 10 - Mesa Redonda 3
Rede Europeia : Práticas Inovadoras/ Establishing Bridges: Inovatives Practices
Presidente: Sofia Victorino

Participantes: Sven Müller ; Lucília Valente; Michael Wimmer; Anne Bamford, Jolanta Kliksane

Sala Cybermusica - Mesa Redonda 4
Recursos Humanos e Parcerias
Presidente: José Ramalho
Participantes: Teresa Faria; Lia Nogueira; Tânia Guerreiro; Carlos Vargas; Georgina Campos

12:30h - Pausa para almoço

 

4ª Sessão
14.00h - Sessão Plenária - Sala Suggia
Agentes para a Educação Artística: Perfis e Formação

O Ensino Superior e o Ensino Artístico Especializado são detentores das capacidades de formação necessárias à preparação dos agentes para a intervenção nos diversos contextos da Educação Artística. Que outros parceiros estarão igualmente disponíveis? Quais os perfis de formação necessários para os diversos agentes para a Educação Artística? Que construção curricular será necessária? Que habilitações poderão ou deverão ser requeridas para os agentes na Educação Artística? Finalmente, que medidas deverão ser tomadas neste domínio?

Presidente: Fernando Casqueira
Convidados: Luísa Alonso
Francisco Beja
Madalena Vitorino
Jorge Santos
João Pedro Fróis (comentador)

15.30h - Painéis e Mesas Redondas

 

Sala 2 - Painel 1
As Artes na Formação Inicial dos Agentes Educativos
Moderador: Maria de São José Côrte-Real

Comunicações:
Ana Luísa de Oliveira Ferreira; Luís Manuel Tarujo Ferreira, Maria da Assunção Vieira da Luz Pestana
- Educação Artística: O Discurso Visual, Oral e Escrito em Interacção
Liliana S. Araújo; Leandro S. Almeida; José F. A. Cruz
- Contributos do Estudo Psicológico da Excelência Humana para o Ensino Artístico em Portugal: Desafios para a Formação de Professores H

Horácio Lourenço
- Educação Artística e Formação de Profissionais de arte
Amílcar Martins
- Perfil de Formação de Pedagogos e Animadores Generalistas em Educação Artística


Sala de Ensaio 1 - Painel 2
Modelos de Formação para Professores das Áreas Artísticas
Moderador: Carla Soares Barbosa

Comunicações:
Maria Madalena Leitão
- A Formação de Professores para a Leccionação das Áreas Artísticas nos Primeiros Ciclos do Ensino Básico: Modelos e Competências
António Silva
- O Perfil do Professor de Teatro-Educação
Elisabete Oliveira
- Dinâmica de Auto-Eco-Compatibilização na Formação de Professores, em Triangulação com o Desenvolvimento e o Programa Curricular para Educação Visual (adolescente): Referenciais
João Cristiano Rodrigues Cunha
- Orff-Schulwerk em Portugal: Realidade ou Utopia na Formação de Professores de Educação Musical
Ana Tudela Lima de Sousa
- A formação de Professores de Artes visuais em Portugal
Um Princípio ou um Eterno Retorno? Para um Novo Rumo

 

Sala Suggia - Painel 3
Artes: novos desafios pedagógicos
Moderador: José Carlos Godinho

Comunicações:
Paulo Simões Nunes
- A “Pedagogia de Projecto” como Estratégia Essencial no Campo da Educação Artística
Marta Pinto Carvalho
- Integração da Internet nas Aulas de Educação Visual e Tecnológica
Sérgio Santos Nogueira
- Instalação Multimédia: “À Noite o Céu é Diferente”
João Pedro Reigado, António Rocha; Helena Rodrigues
- Reflexões sobre a Aprendizagem Musical na Primeira Infância
Elisa Marques
- Quanto olhares são preciso para inventar o mundo? – O papel do “Primeiro Olhar – Programa Integrado de Artes Visuais” no acesso aos Bens Culturais por Diferentes Públicos
Margarida Calado
- Educação Artística – Teoria e Prática (apresentação de casos)
Ana Bela Mendes
- Criatividade na Produção Plástica em Contexto Livre e de Projecto, nas Crianças dos 10 aos 12: Efeitos Pedagógicos e socioculturais

 

Sala Sala de Ensaio 2 - Painel 4
As Artes no Currículo
Moderador: Carlos Gonçalves

Comunicações:
Manuela Encarnação, Graça Boal Palheiros
- O que já se disse e o que já se fez: A música no 1º CEB
Paula Pina
- “A Escola é ir ao Recreio”
Paulo Esteireiro
- A Conservação do Património Musical Regional, através da Educação - O Processo de Regionalização do Currículo de Educação Musical (2º ciclo), na Região Autónoma da Madeira
Ricardo Reis
- O Lugar das Artes Visuais no Currículo do 2º CEB – Uma Leitura
Comparada do Programa de EVT e das Competências Essenciais
Ana Barbeiro
- Cinema de Animação e Educação Artística no Ensino Básico
Maria Natalina Santos
- As Expressões Artísticas no Currículo do 1º CEB
Uma Abordagem à Luz da Inovação Pedagógica

 

Mesas Redondas
Sala Cybermusica - Mesa Redonda 1
Artistas e Pedagogos em Diálogo
Presidente: Júlio Gago

Participantes: Rita Tormenta; Maria do Céu Guerra; José Leitão; Paulo Ribeiro; Abi Feijó

 

Terraço Vip - Mesa Redonda 2
Como Promover a Qualificação dos Agentes Educativos?
Presidente: Domingos Morais

Participantes: Gil Maia; Susana Gomes da Silva; Manuel Guerra; António Capelo; Marta Martins

 

Foyer Nascente - Mesa Redonda 3
Contributos da Investigação em Educação Artística
Presidente: Eduarda Coquet

Participantes: Jorge Ramos do Ó; Paulo Esteireiro; António Vasconcelos; Carlos Correia

 

Sala de Ensaio 10 - Mesa Redonda 4
Itinerâncias Culturais
Presidente: Teresa Duarte Martinho

Participantes: Teresa Garcia; Nuno Pascoal;Gabriela Canavilhas; António Prole; Paulo Carretas

17:00h - Pausa para café

17.30h - Workshops

 

Workshops

SALA ENSAIO 1 Atelier Dança Contemporânea e Improvisação

SALA ENSAIO 2 Dança com Ynari

SALA ENSAIO 3 Pé de Xumbo

SALA ENSAIO 10 Objectos com História

TERRAÇO VIP Quem será?

CASA DA MÙSICA Objectos Sonoros Partilhados

ESPAÇO DIGITÓPIA DIGITÓPIA

21.30h - Magnificat - Dança - Escola de Dança Ginasiano –Sala Suggia

Posters - Sala Laranja Vídeos -Sala Roxa Exposição: Artista e Pedagogo - Sala Renascença

 

Dia 31

09.30h - Apresentação das Recomendações
10.00h - Ano Europeu da Criatividade e da Inovação 2009,
Ana Magraner (Direcção-Geral Educação e Cultura/Comissão Europeia)
10.15h - Conferência de Encerramento José Luís Borges Coelho
11.00h - Cerimónia Oficial de Encerramento
Sua Excelência O Secretário de Estado Adjunto e da Educação
Sua Excelência O Secretário de Estado da Cultura

 

 

COMISSÃO DE HONRA

Presidente da República

 

Primeiro Ministro 
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros 
Ministra da Educação 
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 
Ministra da Cultura 

Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação

Secretário de Estado Adjunto e da Educação

Secretário de Estado da Educação

Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Secretário de Estado da Cultura

Presidente da Comissão Nacional da UNESCO

Presidente da Associação Nacional de Municípios

Presidente do Conselho de Reitores

Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos

Presidente do Conselho de Escolas

Presidente da Câmara Municipal do Porto

Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico

Presidente do Conselho Nacional de Educação

Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian

Presidente da Fundação de Serralves

Presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém

Presidente da Fundação Casa da Música

Presidente da Fundação Arpad Szenes

Presidente da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea –Colecção Berardo

Presidente da Confederação Nacional das Federações de Associações de Pais

Presidente do Centro Nacional de Cultura

 

Ministra da Educação

A Conferência Mundial de Educação Artística da UNESCO, que decorreu em Lisboa em Março de 2006 e que contou com cerca de um milhar de representantes de mais de uma centena de países, deixou uma porta aberta e uma vontade expressa de prosseguir, desta vez a nível nacional, a reflexão colectiva sobre os desafios que se colocam à educação artística no presente.

É fundamental dar continuidade ao trabalho de reflexão colectiva de que a Conferência Mundial representa um primeiro grande marco. A Conferência Nacional de Educação Artística constitui uma excelente oportunidade para prosseguirmos o indispensável esforço de articulação entre o debate sobre questões conceptuais – o que é e quais são os objectivos da educação artística? Quais os papéis da arte e da educação, e quais as fronteiras entre estes domínios em interacção na educação artística? Como pensar a educação artística perante desafios educativos ou sociais mais amplos como o combate ao insucesso escolar, a defesa da diversidade cultural, ou a promoção da solidariedade social - e a sua tradução em planos mais operacionais: na construção de redes e parcerias entre diferentes agentes educativos e institucionais; na formação de professores e artistas; ou na definição de conteúdos e abordagens pedagógicas que devem orientar a prática quotidiana dos agentes educativos.

A complexidade dos problemas em análise obriga o poder político a convocar especialistas para discutir e apresentar as múltiplas faces das questões em discussão. Estou convicta que este fórum de ideias e experiências vai enriquecer o conhecimento de todos os participantes e permitir a produção de um conjunto de recomendações relevantes para uma reconfiguração conceptual e institucional da educação artística em Portugal.

Maria de Lurdes Rodrigues

 

 

Ministra da Cultura

Educação Artística: um desafio cultural

O desenvolvimento e a promoção de uma educação artística de qualidade exige, de todos e de cada um de nós, um renovado empenho. Ao inscrever no “coração” da educação – formal e não formal – as Artes e a Cultura, estamos a “desenhar”, indelevelmente, os contornos de uma sociedade mais inovadora e qualificada. António Damásio, na recente Conferência da UNESCO, realizada em Lisboa, salientava quanto a educação artística é determinante para a construção de uma sociedade mais inclusiva, ao lembrar que as narrativas sociais e éticas só podem ser exercitadas através das ciências sociais e das artes.

Conferência Nacional de Educação Artística, organizada pelos Ministérios da Educação, da Cultura e dos Negócios Estrangeiros, vem colocar na ordem do dia esta problemática. Ao dar a palavra aos especialistas, ao “convocar” artistas, professores, educadores, investigadores, agentes culturais e educativos, o Governo quer evidenciar os seus inestimáveis contributos na criação de projectos, na concretização de boas práticas e no fomento da dimensão artístico-cultural.

A educação artística ao dirigir-se, particularmente, a crianças e jovens, ampliando e diversificando os contextos das suas aprendizagens promove também o reencontro de artistas, criadores e agentes culturais, nas suas mais diversas modalidades de expressão, com o meio escolar. Esta “missão” a favor do desenvolvimento de uma educação artística e cultural de qualidade, abrangendo os domínios das artes, do património – material e imaterial – da língua e da cultura, exigirá, indiscutivelmente, comportamentos individuais e colectivos inovadores. Neste sentido, não podemos menosprezar os contributos dos novos “instrumentos” ou vectores culturais, produzidos pelas indústrias criativas, assentes na tecnologia e na inovação.

A Conferência Nacional de Educação Artística, ao ter lugar no semestre em que Portugal assume a Presidência da União Europeia, vai ao encontro de alguns dos pressupostos que modelam actualmente o debate sobre a formulação de “Uma Agenda Europeia para a Cultura num MundoGlobalizado”.

A transversalidade da cultura impõe, assim, necessariamente, um envolvimento mais estreito entre as instituições culturais de referência e o sistema educativo nacional.

Aliás, uma das premissas fundamentais de acção das entidades dependentes ou tuteladas pelo Ministério da Cultura tem sido a de proporcionar, e mesmo incentivar com apoios condicionados, iniciativas de cariz pedagógicoartístico junto dos diversos públicos, nomeadamente o escolar.

Neste sentido, relevamos, cada vez mais, a comunicação entre os agentes educativo-culturais, a descentralização e optimização das produções artísticas, a captação de novos públicos, bem como o aprofundamento e a criação de redes e parcerias.

Gostaria também de salientar a acrescida importância desta Conferência, dado que ela antecede o Ano Europeu da Criatividade e da Inovação a instituir em 2009.

O Governo português, ao organizar esta Conferência Nacional, visa dar o seu contributo para a corporização efectiva do Roteiro Mundial para a Educação Artística, aprovado em Março de 2006, na referida Conferência da UNESCO.

O Ministério da Cultura não pode, por isso, deixar de assinalar a feliz iniciativa de se consagrar o primeiro dia da Conferência Nacional (29 de Outubro), como o Dia da Educação Artística. Espero, sinceramente, que a ideia germine todos os anos, e que venha a transformar-se num incentivo nacional, pois ao êxito na educação artística,corresponderá o aumento dos níveis de qualificação, bem como o sucesso na formação de cidadãos mais capazes de enfrentar os desafios da sociedade do conhecimento e da inovação.

Isabel Pires de Lima

 

 

Presidente da Comissão Nacional da UNESCO

Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio proclamados no ano 2000 pelas Nações Unidas consagraram a erradicação da pobreza como o único horizonte possível para o futuro da Humanidade, elegendo o investimento na Educação como arma estratégica para o efeito. Educação entendida não como o acesso puro e simples a saberes e competências, mas no sentido moderno e dinâmico de uma Educação de Qualidade para Todos, orientada na perspectiva de um Desenvolvimento Sustentável.

É como componente deste novo quadro conceptual que a área da Educação Artística vem suscitar uma atenção e interesse renovados, dando lugar no âmbito da UNESCO à iniciativa de realizar a primeira conferência mundial sobre o tema (Lisboa, 6 - 9 de Março de 2006), que reuniu altos dirigentes mundiais e, em número apreciável, governos centrais e locais, organizações não-governamentais, investigadores, educadores, educandos, artistas, mecenas, media e público em geral. Desta conferência mundial saíram recomendações gerais que todos os países têm ao seu dispor para nortear a sua actividade nesta área; Portugal, país anfitrião, ganhou uma responsabilidade acrescida, tanto mais que a conferência mundial se constituiu como um ponto obrigatório de referência num calendário europeu e mundial que conta já com uma sequência de iniciativas a curto e médio prazo.

O cenário actual é o de uma nova oportunidade para a Educação Artística? Sem dúvida, se o quisermos e o soubermos aproveitar. Fruto desta vaga de fundo que a UNESCO acolheu, tornaram-se mais claras no espírito de todos as relações entre emoção e cognição, a percepção dos efeitos benéficos nas esferas da criatividade e do empreendedorismo, na afirmação identitária, na inclusão social.

Daí a necessidade premente de situar a Educação Artística no lugar que é o seu, de lhe atribuir o estatuto consistente de que ainda carece. O momento é, pois, adequado para reunir todos os interessados a nível nacional, analisar percursos feitos, identificar práticas boas e outras que não resultaram, procurar perceber porquê, verificar de que recursos podemos dispor, como articulá-los e optimizá-los duradouramente, olhar criticamente para estruturas e métodos prevalecentes, reflectir sobre o que queremos e como poderemos fazê-lo, que exemplos poderemos dar a outros países. Mais do que um espaço de discussão, intercâmbio e vivência de experiências, entendemos esta Conferência Nacional como um marco desejável e necessário para a formulação de propostas que possam vir a servir de base à ponderação e tomada de decisões em sede própria, que enquadrem e moldem a sustentabilidade da Educação Artística em Portugal.

Fernando Andresen Guimarães

 

Comissário da Conferência Nacional de Educação Artística

Inicia-se a Conferência Nacional de Educação Artística. Chega a oportunidade para a sociedade portuguesa reflectir sobre a pertinência e importância da Educação Artística, através de três dias de debate e demonstração configurados pelo programa delineado pela sua Comissão Organizadora. Este Programa emanou de um amplo debate no seio da comunidade da Educação Artística, nutrido pela discussão que a UNESCO trouxe a Lisboa durante a sua Conferência Mundial de Educação Artística (Março de 2006). Da posterior realização em Portugal de seis consultas preparatórias regionais, ao longo de 2007, emergiram preocupações fundamentais que serviram para configurar os conteúdos da CNEA. Em primeiro lugar, a necessidade de questionar as ideias vigentes sobre a Educação Artística, e estabilizar uma terminologia comum a todos os actores. Em segundo lugar, a premência de encorajar a ampla participação das comunidades locais em projectos de Educação Artística, e a criação de redes de cooperação que possibilitem um real alargamento dos seus públicos-alvo; em particular, criando oportunidades para atingir os segmentos menos favorecidos e mais desprotegidos da sociedade portuguesa, num verdadeiro compromisso de promover uma educação artística para todos. Finalmente, a urgência de desenvolver os recursos humanos, de acrescentar

o conhecimento e experiência dos educadores, dos artistas, dos especialistas dos equipamentos culturais, dos autarcas; preparando assim os agentes para a Educação Artística.

Assim, a Conferência abre as suas portas a um conjunto de personalidades, abonadas por uma longa experiência e uma visão global da arte, da educação e da cultura, que aceitaram o convite para partilhar a sua experiência e os seus pontos de vista com a comunidade, bem como para compartir a responsabilidade de conduzir a marcha de três dias de trabalhos.Àqueles que generosamente propuseram apresentar comunicações, e também a toda a comunidade directa ou indirectamente implicada neste contrato com

 

o futuro de Portugal.

Às crianças e jovens é proporcionada a ocasião para testemunhar as suas aprendizagens no domínio da Educação Artística: quer a aprendizagem especializada das literacias artísticas, bem patentes nos espectáculos que surgem ao longo do Programa, quer as competências adquiridas nas muitas escolas que trazem à Conferência mostras de actividades experimentais desenvolvidas no contexto das artes.

Acreditamos, sobretudo, que a Conferência Nacional de Educação Artística vai servir para aproximar artistas e educadores, para fazer repensar as abordagens na educação e na arte naquilo que mutuamente lhes importa. E fazer crescer a consciência pública da envergadura do papel que as artes na aprendizagem, e a aprendizagem das artes representam numa educação para a sociedade da solidariedade, do conhecimento e da criatividade.

João Soeiro de Carvalho

 

 

VOLTAR